Quando
criança – não lembro ao certo a idade, mas sem esforço mental algum, direi
cerca dos 7 anos de idade – lembro a primeira vez que vi a um comercial do
filme “Brinquedo Assassino”. A princípio fiquei entusiasmo pensando que se
tratava de um filme infantil. No entanto, logo o terror tomou conta da minha
alma ao perceber a angústia retratada pelo garoto e o olhar demoníaco do
boneco.
Desde
então, tive um pavor por esse sujeito, de tal forma que nem sequer poderia ver
anunciar o comercial do filme, ou mesmo ouvir alguém fazer um comentário a
cerca do filme, pois isso certamente provocaria sonhos angustiantes em mim.
Até a
adolescência tive medo de demônios, espíritos e de possíveis possessões em
seres inanimados e afins, isso até ocorrer uma enorme inversão dessa angustia
de castração e eu passar a satirizar totalmente tais assuntos. Comecei a gostar
de filmes de terror e cada vez que assistia um filme do gênero, via o quão
tosco era e o quanto agora eu não tinha mais nada a temer posto que sou mais
forte que eles ao ponto de sorrir totalmente.
Assim
também é com relação à estrutura neurótica. Muito me preocupava com o que os
outros diriam ou deixariam de dizer com relação à atitude A ou B e assim seguia
de forma que isso não me ajudou em nada. O ‘não’ que não queremos dar por temer
recebê-lo de volta nos trava e nos acomoda, mas após você sentir forças para
reelaborar esses conteúdos recalcados, pode finalmente então dizer: “Chuck, não
tenho mais medo de você!”
por: James Moraes
por: James Moraes


