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sábado, 10 de setembro de 2011

Chuck, não tenho mais medo de você!!


Quando criança – não lembro ao certo a idade, mas sem esforço mental algum, direi cerca dos 7 anos de idade – lembro a primeira vez que vi a um comercial do filme “Brinquedo Assassino”. A princípio fiquei entusiasmo pensando que se tratava de um filme infantil. No entanto, logo o terror tomou conta da minha alma ao perceber a angústia retratada pelo garoto e o olhar demoníaco do boneco.
Desde então, tive um pavor por esse sujeito, de tal forma que nem sequer poderia ver anunciar o comercial do filme, ou mesmo ouvir alguém fazer um comentário a cerca do filme, pois isso certamente provocaria sonhos angustiantes em mim.
Até a adolescência tive medo de demônios, espíritos e de possíveis possessões em seres inanimados e afins, isso até ocorrer uma enorme inversão dessa angustia de castração e eu passar a satirizar totalmente tais assuntos. Comecei a gostar de filmes de terror e cada vez que assistia um filme do gênero, via o quão tosco era e o quanto agora eu não tinha mais nada a temer posto que sou mais forte que eles ao ponto de sorrir totalmente.
Assim também é com relação à estrutura neurótica. Muito me preocupava com o que os outros diriam ou deixariam de dizer com relação à atitude A ou B e assim seguia de forma que isso não me ajudou em nada. O ‘não’ que não queremos dar por temer recebê-lo de volta nos trava e nos acomoda, mas após você sentir forças para reelaborar esses conteúdos recalcados, pode finalmente então dizer: “Chuck, não tenho mais medo de você!”

por: James Moraes

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Suppressed by all my childish fears

Sou apenas um protótipo do fere você, um bode expiatório. Estou enquadrado em suas séries psíquicas, de modo que você transferencialmente revive em mim seus imagos infantis. Isso é a repetição freudiana. Eu não sou nenhum DELES dois, não posso assumir as transgressões DELES. Você não é mais uma garotinha, esse foi seu grande erro, pensar que poderia eternamente dar as cartas e ditar as regras, né? Assuma quem você realmente é.. Você sabe que não poderia deixar de cumprir as bodas que lhes são impostas por conta dos fetiches religiosos dos seus. Então, honey assuma sua imagem, procure alguém como você e tudo ficará bem. ”I’m everything you can’t control

sábado, 3 de setembro de 2011

What you want?


Sabe o novo single do Evanescence? chama-se What you want (o que você quer?), Pois é, tem uma letra muito forte e como toda musica do Evanescence, toca bem na alma. É também uma musica bem positiva, digamos assim, apesar do estilo gótico da banda. A minha identificação com essa letra vem de vivências que eu tive. "I'm everything you can't control", isso mesmo, as vezes precisamos tomar certas decisões difícies, mas que ao fim nos tiram um fardo e tanto das costas.
E para o outro, o próximo, eu digo "Somewhere beyond the pain there must be a way to believe, we can break through... You don't have to lay your life down (it isn't over)...Till you find what you're looking for (got to remember who you really are)". 
Em algum lugar além da dor acredite, sei que é difícil, mas acredite. Pode parecer fácil pra eu falar, mas não! Sei como é essa dor, também já me alimentaram falsas esperanças. Nesses momentos não devemos apontar os erros e sim buscar soluções, já que isso era esperado.

domingo, 12 de junho de 2011

As 5 melhores românticas do Kim

Falou em pop romântico, falou no cantor Kim pra mim. O vocalista da banda Catedral manda bem nesse gênero. Listarei um #Topfive de músicas românticas dele abaixo.

5-"Te amo": música do 2º cd homônimo do Kim gravado pela extinta "Pioneira Evangélica" em 1992. Essa musica foi sucesso total no público gospel. Ela foi regravada no cd "Simplesmente romântico", Warner/ 2008, em uma versão popular. Como o cd "Te amo" não é mais comercializado, resolve postar a 1ª versão.


4-"A felicidade é...": do cd "Um sentimento", MK/ 1996. (muito bom esse cd, mas a MK também não comercializa os cd do Catedral/Kim). Essa música tem uma letra bonita, harmônia calma e lembra "Primeiros erros" de Capital Inicial.

  3-"Quero seu amor" do cd "Simplesmente romântico". Tem uma letra e uma melodia gostosa.




2-"O amor eterno" do cd homônimo gravado pela MK/2000, só não foi mais sucesso porque a MK no ano seguinte rescindiu o contrato com o Catedral/Kim. Mas a música é perfeita, o Kim cantando com a sua voz natural de tenor.

1-"Por amor" do cd "Coração aberto" MK/ 1995. Um sucesso de cd e a música "Por amor" sem duvida é a mais conhecida do Kim, perfeita letra e melodia.




sábado, 21 de maio de 2011

Mito do uso de 5 ou 10% do nosso cerebro


Quem nunca ouviu aquela história: usamos somente 5% do nosso cérebro e superdotados usam no máximo 10%. Ora, não precisa ser neurocientista para perceber que isso é uma bobagem.
O cérebro humano é dividido em hemisférios, lobos, giros, etc. Porém, toda essa divisão é meramente didática, visto que o cérebro funciona como um todo harmonioso. Já pensou se os 5% que você usou se limitasse a parte do Lobo Frontal? Você não desenvolveria sequer sua motricidade. Ou se os seus 5% se limitasse a área de Broca? Certamente você não teria suporte para desenvolver plenamente sua linguagem.
Segundo Bem-Vindo ao seu Cérebro– pág. 24 - Ed. Cultrix, esse mito foi usado para sustentar os gurus da literatura de auto-ajuda, como Dale Carniege, usando-o para motivar os leitores a explorarem suas potencialidades, tema tão pregado pela auto-ajuda. Cariniege atribuía essa ideia ao meu chará, William James. Porém, James nunca teria em suas palestras dito tal afirmação, embora tenha dito que não usamos todos os recursos mentais que dispomos. 
Nelson Rubens aumenta, mas não inventa. Talvez algum ouvinte tenha inventado, mas não aumentado.

Por: James Moraes

Dança...

Ontem com colegas da UFMA, quando retornavamos da mesma, a uma tal de 'Calourada Cristã Católica' na Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). Não curto esse lance de calourada, nunca tinha ido em uma calourada -pasmem!- e tratando-se de uma calourada cristã não ajudou em nada para que eu me motivasse a ir, eu diria até: pelo contrário. No entanto, com muita insistência e como nós quatro moramos no mesmo bairrro da UEMA, isso facilitou.
A celebração não me animou muito,  pois celebrações cristãs tipo Show + palavra de Deus pouco me agradam, esse negócio de animação neopentecostal que é muito copiada pela Renovação Carismática Católica, mas isso não me impediu de assistir à missa com toda reverência e submissão a Deus, visto que faço o mesmo quando estou em uma igreja evangélica com uma liturgia sensacionalista.
O importante de tudo isso foi a vivência que tive com minhas amigas, tendo em vista que elas gostaram bastante do evento. E falando ainda em animação, o Show propriamente dito da banda -acho que o nome era "Loucura Cristã" (rá!!), sendo que não conseguimos identificar de que estado eles são, dizeram uns que de MG, mas como tinham sotaque de Pernambuco ainda estou em dúvida- foi bem animado sim. Eles eram bem profissionais, souberam fazer um trabalho legal e tinham  uma integrante que dançava muito, brother! Como sou um péssimo dançarino, fico acanhado para dançar em lugares assim. Mas acabei me soltando um pouco e ensaiei alguns passos, hehe.Eh... mas ainda muito longe de um Justin Timberlake, de modo que reiterei pra mim mesmo que preciso fazer aula de dança. Quem sabe em uma outra vez arraso, ahn?!

Por: James Moraes

domingo, 17 de abril de 2011

Tragedia de Realengo

Para o psiquiatra forense Talvane Marins de Moraes, ex-diretor da Polícia Técnica do Rio de Janeiro, a hipótese mais provável é de que o assassino em massa de Realengo fosse esquizofrênico; um delírio místico pode tê-lo motivado a praticar o massacre.







A tragédia perpetrada em Realengo, no Rio de Janeiro, por Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, lembra ao psiquiatra forense Talvane Marins de Moraes, ex-diretor da Polícia Técnica fluminense, outro crime que chocou o País: o caso do “atirador do shopping”. O criminoso em questão, o ex-estudante de Medicina Mateus da Costa Meira”, matou três pessoas ao abrir fogo com uma submetralhadora contra a plateia que, em 3 de novembro de 1999, assistia a um filme em cinema do Morumbi Shopping, em São Paulo.

“O 'atirador do shopping', ficou comprovado, é esquizofrênico. Ainda é preciso realizar a a 'autópsia psicológica' do atirador de Realengo – ou seja, buscar informações, e conversar com parentes, amigos e colegas, para tentar levantar identificar as causas e motivações que o levaram a praticar o crime –, mas eu diria, numa primeira análise, que o rapaz que atacou a escola nesta manhã também devia sofrer de esquizofrenia”, afirma Moraes.

Esquizofrênicos vivem em um mundo à parte. Nos casos mais graves, os portadores do distúrbio se sentem permanentemente perseguidos e ameaçados. Há alguns anos, lembra o psiquiatra, um esquizofrênico foi ao consultório de seu médico, no Rio, e o matou a tiros, descarregando todas as balas de um revólver. “Ele disse à Polícia que não teve opção, pois o médico havia implantado um chip em seu cérebro e monitorava seus movimentos. O detalhe é que ele realmente acreditava naquela história”, diz Moraes.

Assim como no caso do chip, o massacre de Realengo foi premeditado. Para o psiquiatra forense, Wellington não estava sob efeito de drogas ou era portador de grave distúrbio mental que comprometesse seu raciocínio. Tanto é que, segundo relatos de testemunhas, teria dito ao segurança da escola que iria dar uma palestra no local e, depois, solicitou seu histórico escolar na unidade a uma funcionária. “Se estivesse drogado ou fora de si, o rapaz já teria começado a matança pelo segurança. Ele executava um plano, sabia o que estava fazendo, e estava munido de uma ira muito forte”, assinala o especialista.

Por que o atirador deu preferência às meninas, matando dez alunas e um garoto? Uma hipótese, segundo Moraes, é de um delírio místico, até porque Wellington teria abraçado o islamismo. Com base em informações sobre atos de violência contra mulheres no mundo muçulmano, ele poderia ter definido o gênero prioritário de seus jovens alvos. “Vítimas de delírios místicos acreditam que falam com Deus, ouvem vozes e convocações 'divinas' e, por vezes, acreditam que são, elas próprias, divindades”, observa Moraes.

O psiquiatra forense não tem a menor dúvida de que o assassino em massa do Realengo foi influenciado, também, por notícias sobre outros massacres, como os de Columbine e Virginia Tech, nos Estados Unidos. Esse fenômeno, aliás, é comprovado cientificamente, como destaca Moares. “Nos anos 1970, um estudo acadêmico constatou uma “febre” de suicídios na Ponte Rio-Niterói após a divulgação do primeiro caso, de um homem que pulou do vão central”, conta ele. “Como o mundo 'diminuiu', com o notável avanço das telecomunicações, esse fator de risco se torna mais preocupante.”

Fonte: Púlpito Cristão

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Meu amigo Nietzsche

Friedrich Wilhelm Nietzsche (Röcken, 15 de Outubro de 1844 — Weimar, 25 de Agosto de 1900) foi um influente filósofo alemão do século XIX.
Friedrich Nietzsche nasceu numa família luterana em 1844, sendo destinado a ser pastor como seu pai, que morre jovem em 1849 aos 36 anos, junto com seu avô (também pastor luterano). Entretanto, Nietzsche perde a fé durante sua adolescência, e os seus estudos de filologia afastam-no da tentação teológica: "Um outro sinal distintivo dos teólogos é a sua incapacidade filológica. Entendo aqui por filologia "(...) a arte de bem ler – de saber distinguir os factos, sem estar a falseá-los por interpretações, sem perder, no desejo de compreender, a precaução, a paciência e a finesse."

Seus escritos revelam um grande poder de raciocínio, como:
  • A Gaia Ciência, no terceiro capítulo deste livro é lançado o famoso diagnóstico nietzschiano: "Deus está morto. Deus continua morto. E fomos nós que o matamos", proferido pelo Homem Louco em meio aos mercadores ímpios.
  • Assim Falou Zaratustra, um livro para todos e para ninguém.
  • Além do Bem e do Mal, prelúdio a uma filosofia do futuro.
  • O Anticristo.
  • Ecce Homo, como se tornar aquilo que é.
  • Quando Nietzsche Chorou.
Bom, meu interesse aqui é revelar o quanto admiro Nietzsche e seus escritos, e até confesso, caso não fosse Cristão, provavelmente, seria um discípulo de carteirinha do filosofo alemão. Contudo, Nietzsche para mim, não passou de um grande pensador, que não conseguiu compreender a grandeza da revelação de Deus, seja ela, por meio da natureza, da Bíblia ou de Jesus Cristo. A declaração de Nietzsche " Deus está morto " não revela sua sabedoria , mas sua ignorância e incapacidade de ver além dos olhos e da inteligência natural.

Ele afirma
"Para mim o ateísmo não é nem uma conseqüência, nem mesmo um fato novo: existe comigo por instinto" (Ecce Homo, pt.II, af.1), o pensamento de Nietzsche é absolutamente contrário a reveleção de Deus e a experiência humana. Não é preciso ser filosofo ou cristão, para concluir, que o pensamento de João Calvino, quando diz, que o homem possui o " senso do divino " é mais que verdadeiro, bíblico, razoável e sábio que o pensamento de Nietzsche. É só estudar a história das grandes civilizações do passado e perceberá que independentemente de qualquer instrução religiosa o homem foi manifestando esse senso do divino, dando provas históricas de que o homem é " um ser religioso e não ateu por natureza". O testemunho das Escrituras Sagradas é de que, o néscio é que diz, " não há Deus ‘ Salmo 14.
Nietzsche muitas vezes é incompreensível em seus escritos, conceitos e até mesmo o foi em sua vida. Entre as loucuras de Nietzsche, e a verdade das Escrituras, fico com as Escrituras que é a revelação de Deus para nós.Tudo que o filosofo Nietzsche escreveu ou falou, já estava predito nas Escrituras, que só os loucos diriam coisas semelhantes às de Nietzsche e o próprio reconhecia isso, pois, é dele a seguinte frase "Se minhas loucuras tivessem explicações, não seriam loucuras."

Não conheci Nietzsche pessoalmente, não apertei sua mão, e nunca lhe dei um bom dia. Quando ele morreu em Weimar, 25 de Agosto de 1900, eu nem era nascido. No entanto li seus escritos, e me considero amigo do filosofo no que diz respeito a paixão pela busca do saber e da verdade, e até compartilho com ele a desconfiança nos idealistas
"O idealista é incorrigível: se é expulso do seu céu, faz um ideal do seu inferno". Geralmente estaremos sempre em pólos diferentes.
Depois de você ter lido estas linhas, provavelmente você chegou a conclusão de que, Eu não sou tão amigo a sim de Nietzsche.
 
Miss. Taciano Cassimiro

sábado, 29 de janeiro de 2011

Artigo sobre o BBB – Luís Fernando Veríssimo



Crônica de Luiz Fernando Veríssimo sobre o "BBB"

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A décima terceira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil, encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB 10 é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB 10 é a realidade em busca do IBOPE..

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB 10. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.

Se entendi corretamente as apresentações, são 15 os “animais” do “zoológico”: o judeu tarado, o gay afeminado, a dentista gostosa, o negro com suingue, a nerd tímida, a gostosa com bundão, a “não sou piranha mas não sou santa”, o modelo Mr. Maringá, a lésbica convicta, a DJ intelectual, o carioca marrento, o maquiador drag-queen e a PM que gosta de apanhar (essa é para acabar!!!).

Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível.Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.
Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?

São esses nossos exemplos de heróis?

Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..

Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.

Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.

Heróis, são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína, Zilda Arns).

Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.

E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?

(Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.

Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar.... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... ,telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.

Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.

Fonte: [ Index Reformado ]

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

O Morcego

Meia-noite. Ao meu quarto me recolho.
Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede:
Na bruta ardência orgânica da sede,
Morde-me a goela ígneo e escaldante molho.

"Vou mandar levantar outra parede..."
- Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolho
E olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho,
Circularmente sobre a minha rede!

Pego de um pau. Esforços faço. Chego
A tocá-lo. Minh’alma se concentra.
Que ventre produziu tão feio parto?!

A Consciência Humana é este morcego!
Por mais que a gente faça, à noite, ele entra
Imperceptivelmente em nosso quarto!

Augusto dos Anjos

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Big Brother Brasil 11: Tô Fora

por Renato Vargens




Ano novo e eis que surge no horizonte a 11ª edição do famigerado Big Brother Brasil.

Pois é parece que definitivamente, a sociedade brasileira se tornou uma feroz consumidora de lixo. Infelizmente, o sucesso do BBB diagnostica que a sociedade a qual fazemos parte, encontra-se profundamente adoecida, além de culturalmente empobrecida.

Confesso que o burburinho da mídia e a agitação do povo diante deste letal programa, produzem em meu coração uma profunda inquietação quanto ao rumo que a sociedade brasileira tem tomado. Assusta-me o fato de que milhões de pessoas neste país, sentem defronte à tv durante horas a fio, jogando fora seu precioso tempo torcendo para que casais se escondam debaixo do edredon para a prática de sexo.

Caro leitor, bem sei que existem algumas pessoas que ao lerem este atexto discordarão substancialmente dizendo: "O que tem de mais em assistir o BBB? Qual é o problema de se divertir diante de um bom reality Show? 

Nosso povo é tão sofrido, por que não se descontrair assistindo um bom programa de televisão?" Ora, quem me conhece sabe não sou daqueles que combatem a diversão e a cultura. Muito pelo contrário, sou adepto da festa, do lúdico e da celebração da vida, mesmo porque acredito que o incentivo a cultura e a educação podem corroborar significativamente na construção de um país melhor. No entanto, acredito também que determinados programas televisivos em vez de incentivar o despertamento do povo para aquilo que é bom e saudável, age de modo inverso, levando o nossa sofrido povo ao caminho do emburrecimento e da alienação. Aliás, vamos combinar uma coisa? Este tal de BBB é extremamente alienante não é verdade?


BBB? Eu to fora e você?


Fonte: Renato Vargens

domingo, 2 de janeiro de 2011

Receita de Ano Novo

 Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.



Poesia de Drummond extraída do "Jornal do Brasil", dezembro de 1997.
disponível bo site: http://www.releituras.com/drummond_dezembro.asp